sexta-feira, 10 de março de 2017

Absolar acredita que Fórum Iberoamericano Fotovoltaico contribuirá para o avanço da fonte solar no Brasil

Associação brasileira é cocriadora do grupo de sete entidades setoriais nacionais que busca a troca de conhecimentos e informações

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, a criação do Fórum Iberoamericano Fotovoltaico, anunciado recentemente pela União Espanhola Fotovoltaica (UNEF), é um passo importante em prol do desenvolvimento da energia solar fotovoltaica na América Latina e na Península Ibérica.
Segundo o executivo, o fórum contribuirá para a construção de cooperações, parcerias e sinergias entre as associações fotovoltaicas da região, permitindo o compartilhamento de conhecimentos e melhores práticas. "Os principais analistas de mercado apontam a América Latina como uma das regiões de maior potencial de crescimento para o setor nos próximos anos, com destaque para o Brasil", comenta Sauaia.
"Como representante do setor solar fotovoltaico brasileiro, a Absolar trabalhará em sintonia com as demais associações participantes, trazendo as experiências brasileiras e aprendendo com as dos países envolvidos, de modo a acelerar a adoção da tecnologia solar fotovoltaica nestas regiões”, acrescenta.
O Fórum Iberoamericano Fotovoltaico congrega sete associações do setor solar fotovoltaico da América Latina e Península Ibérica, representando os seguintes mercados: Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Espanha, México, Portugal. O fórum possui o objetivo de promover o desenvolvimento da energia solar nestas regiões, a partir da troca de experiências e consolidação de melhores práticas nacionais e internacionais.
“O Fórum representa uma importante ferramenta para a estruturação de redes e sinergias institucionais, capazes de contribuir com solidez para a ampliação e o fortalecimento do setor solar fotovoltaico, a nível regional e internacional. Trata-se de uma iniciativa colaborativa que busca, em última análise, apoiar o esforço mundial na transição para uma economia de baixo carbono, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e combatendo as mudanças climáticas, usando como ferramenta a energia solar fotovoltaica, uma tecnologia renovável, limpa e de baixo impacto ambiental”, comenta o presidente da Absolar.


Canal Energia

domingo, 5 de março de 2017

Brasil terá 2 maiores usinas de energia solar da América Latina

O Brasil vai abrigar ainda neste ano a primeira e a segunda maiores usinas de energia solar da América Latina.
A maior delas está sendo concluída no Estado do Piauí, a 377 quilômetros da capital, Teresina.
Assim que a usina Nova Olinda começar a funcionar – provavelmente em julho – ela terá capacidade de 292 megawatts e poderá abastecer 300 mil residências com energia limpa.
A obra está sendo tocada pela empresa italiana Enel S.P.A, por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil.
A companhia foi a vencedora do leilão de energia solar promovido pelo governo brasileiro em agosto de 2015.
A obra está estimada em US$ 300 milhões, o equivalente a quase R$ 1 bilhão, de acordo com a companhia.

Segunda maior

A Usina de Ituverava, na Bahia, é outro projeto assinado pela empresa italiana de energias renováveis Enel Green Power e deverá ficar pronta antes.
A direção da empresa prevê iniciar sua produção “em poucas semanas”, disse este mês o presidente da empresa, Francesco Venturini, em uma rede social.
A usina começou a ser construída em dezembro de 2015 na cidade de Tabocas do Brejo Velho, a 800 quilômetros de Salvador e também promete estar a todo vapor agora em 2017.
Com capacidade de 254 megawats, a produção anual de energia da Usina de Ituverava deve ser de 500 GWh (gigawatts/hora) de eletricidade.
Ela deverá receber investimentos totais de cerca de 1,2 bilhão de reais, ou 400 milhões de dólares.
A ideia é que o empreendimento possa ajudar a suprir, de forma sustentável, o aumento da demanda energética do Brasil, que deve subir em média 4% ao ano até 2020.

A Voz De Petropolis

sábado, 4 de março de 2017

Brazil cancels only solar and wind auction of 2016

The Ministry of Mines and Energy called off its 2nd Reserve Energy auction after an expected power oversupply in the country. After solar was removed from Brazil’s first reserve auction of 2016 in July, the second auction for wind and solar was then set back to 19 December and has now been removed altogether.
Source: PVT



Chile expected to add 1.5GW of renewables in 2017

Chile is forecast to add 1.5GW of new renewable energy capacity in 2017, according to Carlos Finat, the executive director of ACERA.
As of 31 December 2016, the Chilean electricity system had 4,150MW of renewables installed, surpassing 1GW of solar at the beginning of 2016.
ACERA expects renewable deployment in 2017 to maintain a growth rate milar to that of 2016 and predicts that renewablesgeneration will reach 30% in 2030 and 100% by 2050.
Source: PVT

Mexico solar to increase 20-fold by 2019

Mexican PV is set to increase 20 times the current installed capacity by the end of 2019, the country’s energy secretary (SENER) has said.
In a Progress Report, SENER said that Mexico reached an installed capacity of 20,160MW of clean energy in H1 2016, representing over28% of the total national capacity; growing by 6.29% compared toH1 2015. Solar was the winning clean technology overall, growing by 100MW by June 2016 with a projection to reach 5.4GW by the end of 2019 due to projects won in the first and second energy auctions.

Source: PVT

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

MME: Governo planeja leilão de energia de reserva para setembro

O Brasil planeja realizar pelo menos um leilão de energia em setembro, a primeira oportunidade para as empresas de energia solar e eólica em mais de um ano.

Com a retomada do crescimento econômico, crescerá a demanda por energia, segundo Eduardo Azevedo, secretário de planejamento e desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia. A pior recessão econômica do país em um século diminuiu a demanda por eletricidade, gerando uma expectativa de mais de 9 gigawatts de energia excedente até 2020, diminuindo a necessidade de novos projetos.


“A sobra de energia do sistema está sendo reavaliada. Não é tão grande quanto a que foi anunciada, e há sinais disso, como o pico de consumo de energia que ocorrer esses dias”, disse Azevedo, em entrevista, em Brasília. “Podemos fazer o leilão e preservar o setor de energias renováveis do Brasil.”

As produtoras de energia eólica e solar não assinam contratos de oferta de longo prazo desde novembro de 2015. A falta de leilões ameaça deixar as fábricas de turbinas eólicas vazias e minar a nascente indústria fotovoltaica do país.

“Há espaço para novos projetos de energia, mesmo no cenário atual”, disse Rodrigo Sauaia, diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Ele disse que algumas usinas poderão entregar menos energia do que o governo prevê e que a energia renovável poderia substituir algumas caras usinas termelétricas existentes.

Leilão cancelado

O governo cancelou um leilão de energia eólica e solar em dezembro. O novo leilão planejado para setembro incluirá produtos de diferentes fontes de energia, inclusive renováveis, disse Azevedo, com entrega prevista para diferentes períodos.

“O objetivo é trazer mais previsibilidade para o investidor”, afirmou Azevedo. Ele disse que o governo terá mais os detalhes sobre a necessidade de energia e o tamanho do leilão em março. “Podemos fazer um leilão em que tenhamos juntos produtos para A-3, A-4 e A-5, por exemplo. Um leilão de prazos mais longos como A-6 e A-7 pode ser mais interessante para projetos mais desafiadores.”

O leilão é uma boa notícia para as empresas que fabricam turbinas e componentes. O Brasil precisa adicionar 1,5 gigawatt de energia eólica por ano para manter fábricas e outros fornecedores ativos, segundo Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica.

“Um novo leilão com prazos de entrega flexíveis é um alívio para os fabricantes”, disse Gannoum. “Pode não ser suficiente para atender todas as necessidades do setor, mas melhora as perspectivas.”
O governo brasileiro também está considerando reduzir impostos de insumos para energias renováveis, segundo Azevedo.

“Os equipamentos nacionais são mais caros que os importados, o que restringe a produção local das companhias”, disse ele. “Hoje paga-se menos impostos para trazer painéis solares já prontos da China do que para trazer os componentes.”

Bloomberg

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Com incentivo, estado prevê utilização de energia solar em 10 mil casas em dois anos

O Programa Goiás Solar foi lançado pelo governo estadual nesta quinta-feira (16), por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima). Com objetivo de transformar o Estado em referência nacional no consumo e geração de energia solar, a previsão do governo é de que em dois anos cerca de dez mil residências utilizem a energia solar fotovoltaica.
programa goias solar marconi “Nossa meta em dois anos é ter dez mil residências em Goiás com energia solar e mil instalações industriais ou comerciais. Na hora que as pessoas perceberem que isso é ambientalmente sustentável, que é energia limpa e vantajoso economicamente, o programa vai ter um enorme crescimento. Temos que fazer com que as pessoas tenham acesso”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Vilmar Rocha.
Questionado sobre a não utilização da energia solar em Goiás anteriormente, Vilmar Rocha disse que se deve ao fato de as pessoas não conhecerem a tecnologia, além do alto custo. “Muita gente desconhece, não sabe as vantagens, os caminhos para instalar em sua casa ou na sua indústria, seu negócio. Segundo, é o custo, que ainda é caro. Esse custo está barateando e nós também estamos lançando uma linha de financiamento”, explicou o secretário.
“Ainda tem pontos importantes para serem trabalhados. Os principais gargalos para o avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil são ainda a falta de conhecimento da população. Segundo ponto estratégico é financiamento, que ainda faltam opções para pessoa física e são poucas opções para pessoas jurídicas. E na área de tributação, os equipamentos da energia solar fotovoltaica são excessivamente carregados com carga tributária. Precisamos reduzir esse sobre custo, que vai fazer a energia mais barata, mais acessível e mais democrática”, ressaltou Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que faz parte do Programa.
Para Rodrigo Sauaia, o lançamento do Goiás Solar será um “divisor de águas” em Goiás. “O lançamento do programa é um marco para o setor solar fotovoltaico no Estado de Goiás. Com esse programa, acreditamos que teremos um aumento significativo no número de sistemas a serem instalados aqui no Estado, um engajamento maior do setor produtivo da energia solar fotovoltaica e mais oportunidade para a população de economia de energia limpa e renovável”.
De acordo com a Secima, o programa será levado a todas as regiões do Estado, com fomento de uso de energia solar em áreas urbanas e rurais. Foram programadas ações estratégicas em relação à tributação, financiamento, desburocratização, desenvolvimento da cadeira produtiva, educação e comunicação.
“Ainda tem pontos importantes para serem trabalhados. Os principais gargalos para o avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil são ainda a falta de conhecimento da população. Segundo ponto estratégico é financiamento, que ainda faltam opções para pessoa física e são poucas opções para pessoas jurídicas. E na área de tributação, os equipamentos da energia solar fotovoltaica são excessivamente carregados com carga tributária. Precisamos reduzir esse sobre custo, que vai fazer a energia mais barata, mais acessível e mais democrática”, explica o presidente da Absolar.
As principais ações são: isenção do ICMS para mini e micro geradoras, como residências, escolas, hospitais; isenção do ICMS para os insumos e equipamentos, necessários à instalação da micro e minigeração distribuída; ampliação do crédito produtivo, de R$ 50 mil para R$ 200 mil oriundos da Goiás Fomento; criação da linha de crédito FCO SOL; simplificação do licenciamento ambiental, voltado para empreendimentos de energia solar fotovoltaica; e instalação de placas de geração de energia solar em residências construídas pela Agência Goiana de Habitação (Agehab).
“Cada vez mais cresce as nossas responsabilidades no sentido de efetivamente valorizarmos as políticas voltadas à redução dos efeitos tão danosos ao meio ambiente, estufa, aquecimento global. Em Goiás e no Brasil, estamos trabalhando firmemente para buscarmos essas alternativas que possam garantir uma qualidade de vida melhor às gerações de hoje e futuras”, disse o governador Marconi Perillo (PSDB).
Fonte: Diário de Goiás