BB Agro Energia espera liberar R$ 2,5 bilhões e vai beneficiar pessoas físicas , jurídicas e cooperativas
O Banco do Brasil lançou o BB Agro Energia, um novo programa de linhas de financiamento voltado para o uso de energia renováveis no meio rural, tanto para pessoas físicas, jurídicas e cooperativas. A estimativa é que ela libere R$ 2,5 bilhões em 2017. O programa vai possibilitar a instalação de placas fotovoltaicas, aerogeradores ou biodigestores nos terrenos de modo a reduzir os custos de produção, transformá-los em autoprodutores, transferência de tecnologia ao campo e ampliação dos negócios com o setor agropecuário.
As linhas que englobam o programa são as seguintes: FCO Rural, Inovagro, Investe Agro e Pronamp, para a agricultura empresarial; Pronaf Eco, para a agricultura familiar; e Pronaf Agroindústria e Prodecoop, para cooperativas agropecuárias. As taxas variam de 2,5% até 12,75% ao ano e o prazo médio de 10 anos. O financiamento pode ir até 100% do projeto.
De acordo com o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, o programa representa uma evolução para o financiamento da fonte, uma vez que o BB Agro Energia é completamente direcionado para o setor agrícola, além de ser uma ação coordenada. "O programa tem abrangência nacional, agora o foco é o agronegócio brasileiro. Isso é muito sinérgico", afirma. O aspecto da sustentabilidade no campo também foi elogiado pelo presidente da associação. Ele também lembrou que A Absolar vem há dois anos debatendo com banco a implantação de linhas de crédito para o setor. A associação também atua junto ao banco para a abertura de uma linha de financiamento para consumidores na área urbana.
Áreas como suinocultura e avicultura, que tem consumo de energia bastante elevado poderão se beneficiar das linhas. Para obter o financiamento, é necessário que os projetos devam ter até 1 MW. O financiamento também poderá comtemplar equipamentos que vão atuar de forma isolada em uma propriedade, não precisando estar conectado à rede.
Fonte: C.E.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Leilão inverso será realizado até 31 de agosto, diz MME
Intenção do governo é permitir que agentes desistam de projetos com contratos de energia de reserva por meio de um processo competitivo
O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 20 de abril, a Portaria no. 151 que traz as diretrizes para a realização do inédito leilão inverso, cujo objetivo é descontratar projetos de energia de reserva. O certame deverá ser realizado até 31 de agosto deste ano.

A intenção do governo é permitir, por meio de um processo competitivo, que agentes desistam de projetos já contratados, mas que hoje se tornaram economicamente difíceis de serem viabilizados. O distrato estará condicionado ao pagamento de um prêmio em dinheiro por parte dos agentes de geração em favor do governo. O leilão inverso vem sendo gestado pelo governo desde o final do ano passado. A ideia é eliminar os "projetos de papel" para conhecer a real oferta de energia do sistema. Atualmente, o setor convive com um excesso de contratos que distorcem a real oferta de energia.
Os Contratos de Energia de Reserva (CER) são compras feitas pelo governo via leilão para dar segurança ao sistema elétrico nacional, portanto, não guardam relação direta com a demanda de mercado. De acordo com a Portaria, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) será a responsável por elaborar o edital do certame. O MME definirá o limite máximo de energia a ser descontratada com base em estudos feitos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os quais deverão considerar o atendimento aos requisitos de segurança no fornecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Poderão participar do certame empreendimentos com contratos do tipo CER que não tenham iniciado o processo de comissionamento. Os agentes participantes deverão ofertar um "lance prêmio", em Reais por MWh, para cada projeto que queiram descontratar. O MME selecionará as propostas observando o critério de diferenciação das fontes energéticas. Para fins de classificação, o lance prêmio será acrescido do preço de venda da energia, atualizado pelo índice previsto no CER para o mês anterior ao de realização do leilão, compondo o lance final. Os lances finais serão ordenados de forma decrescente, do maior para o menor, tendo prioridade na descontratação a proposta com maior lance final. Em caso de empate, o desempate será realizado pelo maior preço contratual, seguido pela maior quantidade contratada e, caso persista o empate, por seleção randômica.
A consultoria Thymos Energia estima que o leilão de descontratação de energia de reserva deve movimentar 1.500 MW médios, principalmente usinas eólicas e solares de pequeno porte. O cálculo considera o volume de projetos contratados nos últimos anos e que não estão sendo implantados no ritmo adequado. A viabilização dessas usinas com problemas demandaria investimentos de R$ 3 bilhões.
Fonte: C.E.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Energia renovável cresce para um futuro promissor
SEGUNDO ESTUDO DA AGÊNCIA, 161 GW FORAM ACRESCIDOS NO ANO PASSADO, SENDO A MAIOR PARTE NA ÁSIA E ORIUNDA DE FONTE SOLAR

A capacidade de geração de energia renovável no mundo em 2016 aumentou em 161 GW, tornando o ano o de maior acréscimo de capacidade instalada em fontes limpas. O levantamento foi divulgado na última quinta-feira (30) pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) e compõe o estudo “Estatísticas de Capacidade Energética Renovável 2017”, cuja estimativa é que, no final do ano passado, a capacidade instalada de geração renovável do mundo tenha atingido 2.006 GW, com um forte crescimento da fonte solar.
Os novos dados da Irena mostram que a expansão do ano passado aumentou a capacidade de energia renovável do mundo em 8,7%, com um recorde de 71 GW de energia solar nova liderando esse crescimento. O ano de 2016 foi o primeiro desde 2013 em que a expansão da geração solar ultrapassou a da energia eólica, que aumentou 51 GW. As capacidades de energia hidrelétrica e biomassa aumentaram 30 GW e 9 GW respectivamente, enquanto a da energia geotérmica aumentou pouco menos de 1 GW.
A região que mais acresceu geração renovável em 2016 foi a Ásia, respondendo por 58% das adições registradas entre janeiro e dezembro. Com isso, o continente chegou a 41% da capacidade total instalada renovável no mundo – ou 812 GW. A África instalou 4,1 GW de nova capacidade em 2016, o dobro de 2015. De acordo com o estudo da Irena, a capacidade de energia elétrica renovável fora da rede atingiu 2.800 MW ao final de 2016, sendo cerca de 40% da eletricidade off-grid vindo de energia solar e 10% pela energia hidrelétrica.
Fonte: Agência CanalEnergia

A capacidade de geração de energia renovável no mundo em 2016 aumentou em 161 GW, tornando o ano o de maior acréscimo de capacidade instalada em fontes limpas. O levantamento foi divulgado na última quinta-feira (30) pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) e compõe o estudo “Estatísticas de Capacidade Energética Renovável 2017”, cuja estimativa é que, no final do ano passado, a capacidade instalada de geração renovável do mundo tenha atingido 2.006 GW, com um forte crescimento da fonte solar.
Os novos dados da Irena mostram que a expansão do ano passado aumentou a capacidade de energia renovável do mundo em 8,7%, com um recorde de 71 GW de energia solar nova liderando esse crescimento. O ano de 2016 foi o primeiro desde 2013 em que a expansão da geração solar ultrapassou a da energia eólica, que aumentou 51 GW. As capacidades de energia hidrelétrica e biomassa aumentaram 30 GW e 9 GW respectivamente, enquanto a da energia geotérmica aumentou pouco menos de 1 GW.
A região que mais acresceu geração renovável em 2016 foi a Ásia, respondendo por 58% das adições registradas entre janeiro e dezembro. Com isso, o continente chegou a 41% da capacidade total instalada renovável no mundo – ou 812 GW. A África instalou 4,1 GW de nova capacidade em 2016, o dobro de 2015. De acordo com o estudo da Irena, a capacidade de energia elétrica renovável fora da rede atingiu 2.800 MW ao final de 2016, sendo cerca de 40% da eletricidade off-grid vindo de energia solar e 10% pela energia hidrelétrica.
Fonte: Agência CanalEnergia
ENERGIELABOR: Laboratório pioneiro em energia solar fotovoltaica
Saiba mais sobre um dos sistemas fotovoltaicos mais antigos da Alemanha, que já ultrapassou em mais de dez anos sua vida útil.
Muitas vezes o que se ouve é que a vida útil de um sistema fotovoltaico é de 25 anos. Porém essa é apenas uma expectativa do fabricante. Um sistema bem dimensionado, de boa qualidade e bem cuidado pode durar mais de 30 anos, como é o caso dos módulos presentes no Energielabor, um laboratório da Universidade de Oldenburg na Alemanha. O sistema fotovoltaico no Energielabor é o mais antigo do país e provavelmente um dos mais antigos do mundo ainda em operação.
Os 336 módulos da Universidade de Oldenburg criaram a oportunidade de analisar a vida útil de células solares, assim como estudar o cálculo de eficiência econômica dessa tecnologia. Os módulos já passaram em mais de dez anos o “prazo de validade” e, ainda que não tenham o mesmo desempenho, continuam gerando eletricidade para o laboratório.
Muitas vezes o que se ouve é que a vida útil de um sistema fotovoltaico é de 25 anos. Porém essa é apenas uma expectativa do fabricante. Um sistema bem dimensionado, de boa qualidade e bem cuidado pode durar mais de 30 anos, como é o caso dos módulos presentes no Energielabor, um laboratório da Universidade de Oldenburg na Alemanha. O sistema fotovoltaico no Energielabor é o mais antigo do país e provavelmente um dos mais antigos do mundo ainda em operação.
Os 336 módulos da Universidade de Oldenburg criaram a oportunidade de analisar a vida útil de células solares, assim como estudar o cálculo de eficiência econômica dessa tecnologia. Os módulos já passaram em mais de dez anos o “prazo de validade” e, ainda que não tenham o mesmo desempenho, continuam gerando eletricidade para o laboratório.
Verifica-se que existem dois fatores principais que limitam a vida útil dos sistemas fotovoltaicos: as características do semicondutor utilizado na célula solar e a proteção contra intempéries ambientais e acidentes. Para as células de Oldenburg o material usado foi o silício, um semicondutor durável e que não sofre muitas alterações ao longo do tempo. Ainda hoje o silício é o metal que compõe grande parte dos paineis fotovoltaicos.
No que diz respeito à proteção, o uso de coberturas de vidro, conexões de cabos e revestimento plástico são necessários, mas devem ser analisados periodicamente. Afinal, assim como qualquer outro produto, o sistema tem seu processo de degradação!
Para compreender o real estado dos módulos do Energielabor, e criar precedentes sobre a vida útil de sistemas fotovoltaicos, foram feitas medições contínuas em laboratório . Os resultados foram surpreendentes, como reportado pela Universidade de Oldenburg. Em artigo publicado, concluiu-se que “prevendo os desvios habituais das especificações do fabricante, que são destinadas a um desempenho operacional ideal pouco realista, após 35 anos de operação os módulos exibiram apenas alterações mínimas em relação aos parâmetros-chave.”.
São estudos como esse que fazem com que a energia solar fotovoltaica seja mais competitiva e ganhe mercado. Desde a instalação do sistema de Oldenburg houveram grandes avanços no campo da energia fotovoltaica. Os módulos disponíveis atualmente são quase duas vezes mais eficientes que os do “Energielabor” e os custos de implementação e da eletricidade gerada pela tecnologia diminuíram consideravelmente. Assim, o potencial de desenvolvimento é visível.
O crescimento do mercado no ano de 2015 foi equivalente a toda a capacidade acumulada instalada dos últimos dez anos. A energia solar fotovoltaica é a fonte renovável que mais cresce em capacidade no mundo além de ser a que mais emprega novos postos (Renewables 2016: Global Status Report – REN 21). E o Brasil não fica para trás, apresentando dados incríveis na geração distribuída. O número de novas instalações de micro e minigeração registrado em 2017 está quase alcançando o número total do ano anterior.
É dessa forma, com estudos, pesquisas e incentivos, que a energia solar fotovoltaica tem sua participação no mercado mundial, sendo uma das soluções para a transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável.
Fonte: Solstício
sábado, 25 de março de 2017
Café com Energia recebe presidente executivo da Absolar
O Núcleo de Energia da FIEC, em parceria com o Núcleo de Economia e Estratégia e All About Eventos, realizou nesta sexta-feira (24) mais uma edição do evento Café com Energia. A manhã dedicada ao debate sobre o setor energético brasileiro contou com a palestra de Rodrigo Lopes Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), com o tema “Energia Solar Fotovoltaica: Panorama, Oportunidades e Desafios”.
O Secretário Adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações, Renato Rolim, participou da programação e mencionou os esforços do Governo do Estado em criar um cenário positivo para os investimentos em energia solar. Nicole Barbosa, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), presente ao evento, reforçou a intenção de incentivar não apenas a instalação de usinas, mas também a cadeia produtiva, com a atração de industriais de componentes.
Sauaia apresentou a Absolar, uma entidade criada em 2013 com o objetivo de coordenar, representar e defender os interesses de seus associados quanto ao desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil.
Na sequência, o palestrante falou do compromisso assumido pelo Brasil em reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 37% até 2025. Nesse sentido, os investimentos em energias limpas devem crescer de forma ainda mais significativa. Segundo Sauaia, até 2030, a energia solar fotovoltaica será uma das formas mais baratas de gerar energia elétrica no mundo. Ele ressaltou ainda o potencial técnico solar da região Nordeste e apresentou dados sobre os projetos cearenses. Atualmente, o Ceará ocupa a 8ª posição no ranking nacional em número de projetos fotovoltaicos, mas em termos de potência instalada o estado salta para a 2ª colocação.
segunda-feira, 20 de março de 2017
Geração distribuída atinge 100 megawatts e passa de 8,8 mil sistemas fotovoltaicos no Brasil, aponta ABSOLAR
Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos a maior parcela é de residências, que representam 77,5% do total.
A geração distribuída a partir de fontes renováveis no Brasil, chamada de microgeração e minigeração distribuída, acaba de ultrapassar a marca histórica de 100 megawatts (MW) instalados. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base em dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), os sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural já representam mais de 99% destas instalações de microgeração e minigeração distribuída no país.
O Brasil possui atualmente 8.931 sistemas conectados à rede, que proporcionam economia na conta de luz dos consumidores e beneficiam um total de 9.919 unidades consumidoras espalhadas pelo território nacional. Dos 100 MW instalados, 67,7 MW são provenientes da fonte solar fotovoltaica, totalizando 8.832 sistemas, que representam mais de R$ 540 milhões em investimentos no país.
Segundo o presidente da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica, já parcialmente mapeado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representa mais de 164 gigawatts (GW) considerando apenas os telhados de residências. “Isso significa que, se aproveitarmos os telhados de residências brasileiras com geração distribuída solar fotovoltaica, a energia elétrica gerada seria capaz de abastecer 2,3 vezes toda a demanda residencial do país”, comenta Sauaia.
“Se adicionarmos a estes cálculos os edifícios comerciais, industriais, públicos e rurais, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica será multiplicado e crescerá diversas vezes. Ou seja, tanto pelo potencial da geração centralizada quanto da geração distribuída, no que depender da fonte solar fotovoltaica, não ficaremos sem energia elétrica tão cedo”, conclui.
Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos a maior parcela é de residências, que representam 77,5% do total, seguida de comércios (17%), indústrias (2,2%), consumidores rurais (1,8%) e consumidores do poder público, incluindo iluminação e serviço público (1,5% no total).
Setor energético
A geração distribuída a partir de fontes renováveis no Brasil, chamada de microgeração e minigeração distribuída, acaba de ultrapassar a marca histórica de 100 megawatts (MW) instalados. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base em dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), os sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural já representam mais de 99% destas instalações de microgeração e minigeração distribuída no país.O Brasil possui atualmente 8.931 sistemas conectados à rede, que proporcionam economia na conta de luz dos consumidores e beneficiam um total de 9.919 unidades consumidoras espalhadas pelo território nacional. Dos 100 MW instalados, 67,7 MW são provenientes da fonte solar fotovoltaica, totalizando 8.832 sistemas, que representam mais de R$ 540 milhões em investimentos no país.
Segundo o presidente da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica, já parcialmente mapeado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representa mais de 164 gigawatts (GW) considerando apenas os telhados de residências. “Isso significa que, se aproveitarmos os telhados de residências brasileiras com geração distribuída solar fotovoltaica, a energia elétrica gerada seria capaz de abastecer 2,3 vezes toda a demanda residencial do país”, comenta Sauaia.
“Se adicionarmos a estes cálculos os edifícios comerciais, industriais, públicos e rurais, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica será multiplicado e crescerá diversas vezes. Ou seja, tanto pelo potencial da geração centralizada quanto da geração distribuída, no que depender da fonte solar fotovoltaica, não ficaremos sem energia elétrica tão cedo”, conclui.
Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos a maior parcela é de residências, que representam 77,5% do total, seguida de comércios (17%), indústrias (2,2%), consumidores rurais (1,8%) e consumidores do poder público, incluindo iluminação e serviço público (1,5% no total).
Setor energético
sexta-feira, 10 de março de 2017
4 Charts Explaining Latin America’s Impending Solar Boom
Annual installations are on track to more than double by 2021. Here’s why.
Latin America is making its mark on the global solar map.
In 2010, the region barely had a solar market to speak of. In 2021, the region is expected to have more than 40 gigawatts of installed solar capacity, according to the latest edition of GTM Research’s Latin America PV Playbook.
This year, the region is expected to boost its share of global PV demand to more than 6.2 percent, up from around 2.4 percent in 2016, and virtually no solar demand just a few years earlier. The report projects strong solar growth in several quasmajor Latin American markets, such as Mexico and Chile. At the same time, new markets like Argentina and Colombia are emerging, while regional giant Brazil is poised to bounce back after a lackluster year.
What exactly has been driving this growth, and where are things headed? We outline four major trends from the Latin America PV Playbook.
Solar prices plummet in Latin American auctions
New Services and Products Share Real-Time Distributed Data Across the Grid
Distributed generation is starting to gain a larger share of Latin America’s solar market, particularly in Mexico and Brazil, where net metering and other incentives are in place. However, utility-scale solar is the primary market driver due to a rapidly declining price trend.
Chile’s August national supply auction could be pegged as a turning point in Latin America’s solar journey. In the second half of 2016, Chile’s solar auction prices reached a new low, not only Latin America, but globally, at $29 per megawatt-hour.
A dry year last year caused hydroelectric generation to fall, leading to a higher average spot price on Chile’s central grid and an easier price target for utility-scale solar to hit. “A worsening 2016 drought improved market conditions for existing PV projects while strengthening confidence for other project developers that they will be able to secure better returns on future projects,” the report states.
While Chile is home to some of the most competitively priced solar, El Salvador has also seen prices dramatically decline in recent years, and saw solar PV overtake other clean energy sources, such as wind.
Argentina is not far behind, and GTM Research expects that the next RenovAR auction will yield PPA prices lower than $50 per megawatt-hour. In Mexico, where there was concern solar wouldn’t be able to compete with other resources, PV prices have hit levels as low as $33 per megawatt-hour.
But low PV prices, while so far positive for solar deployment, pose a challenge to developers trying to finance low rate return projects. However, the introduction of tax reforms, partnerships with development banks and funds for renewable-specific projects, and economic recovery at a broader level is helping sustain regional renewable energy investment in 2017.
Multi-gigawatt pipelines in Chile, Mexico and Brazil
The fall in prices and a concurrent increase in demand have resulted in multi-gigawatt pipelines in Chile, Mexico and Brazil.
Despite being hit by political and economic firestorms last year, Brazil is still expected to command a top-five share of PV demand in Latin America for the near term. Brazil’s PV market added upward of 267 megawatts in PV capacity in 2016, but it will soon lose ground to its neighbors if recent economic and demand trends do not reverse, said Manan Parikh, solar analyst and author of the Latin America Playbook.
Chile is currently the leader of cumulative PV installed in Latin America, but in 2017 the country will experience a down year and cede its top standing, according to Parikh. Even though Chile has a few more projects of over 50 megawatts in the pipeline, the projects will wait to connect to an already congested grid.
Mexico has the largest contracted pipeline in the entire region, with over 4 gigawatts of solar contracted out through 2018-2019, with upcoming clean energy targets of 25 percent by 2018, 30 percent by 2021, and 35 percent by 2024.
Nearly half of Latin American PV will be installed in Mexico in 2017
There was doubt as to whether Mexico’s proposed energy transition would pan out to the benefit of solar, and whether PV would be able to compete with other energy sources like wind and natural gas. But these apprehensions were alleviated when PV emerged as the overwhelming winner in 2016 utility auctions, totaling 4.2 gigawatts of capacity at prices as low as $33 per megawatt-hour.
The country is supported on the utility-scale side by supply auctions, and distributed generation is supported by recently revised net billing and net metering regulations.
Distributed generation took almost a third of Mexico’s solar market share at close to 50 megawatts last year year. Only 0.23 percent of Mexico’s distributed generation market has been penetrated to date, against a 5 percent target, leaving room for more progress particularly if the peso is able to recover from a slump.
The country’s Energy Secretariat recently reported that more than 5,900 megawatts (AC) of PV will be installed by the end of 2019, but GTM Research’s forecasts (given in DC) for the same time period see a possibility of 16 percent more solar installed in the timeframe, with the promise of small power producers and distributed generation segments seeing significant growth outside of the auctions. The Federal Electricity Commission in Mexico continues to raise tariffs for certain residential and commercial customers, expanding the potential pool of customers.
Latin America to reach 10% of global PV demand by 2020
In light of these developments, the Latin American market is on track to grow exponentially, with a cumulative forecast of 41 gigawatts of PV demand installed between 2016 and 2021. Annual installations are on track to more than double over the same period. By the end of the decade, Latin America will represent 10 percent of global PV demand.
However, rapid growth is not guaranteed. A couple of negative influences could crank the trend in the opposite direction. Financing for low rate of return projects could remain a barrier for developers, slowing overall deployments. Currency depreciation in Mexico and Brazil could also sway the trends the other way.
GTM
Latin America is making its mark on the global solar map.
In 2010, the region barely had a solar market to speak of. In 2021, the region is expected to have more than 40 gigawatts of installed solar capacity, according to the latest edition of GTM Research’s Latin America PV Playbook.
This year, the region is expected to boost its share of global PV demand to more than 6.2 percent, up from around 2.4 percent in 2016, and virtually no solar demand just a few years earlier. The report projects strong solar growth in several quasmajor Latin American markets, such as Mexico and Chile. At the same time, new markets like Argentina and Colombia are emerging, while regional giant Brazil is poised to bounce back after a lackluster year. What exactly has been driving this growth, and where are things headed? We outline four major trends from the Latin America PV Playbook.
Solar prices plummet in Latin American auctions
New Services and Products Share Real-Time Distributed Data Across the Grid
Distributed generation is starting to gain a larger share of Latin America’s solar market, particularly in Mexico and Brazil, where net metering and other incentives are in place. However, utility-scale solar is the primary market driver due to a rapidly declining price trend.
Chile’s August national supply auction could be pegged as a turning point in Latin America’s solar journey. In the second half of 2016, Chile’s solar auction prices reached a new low, not only Latin America, but globally, at $29 per megawatt-hour.
A dry year last year caused hydroelectric generation to fall, leading to a higher average spot price on Chile’s central grid and an easier price target for utility-scale solar to hit. “A worsening 2016 drought improved market conditions for existing PV projects while strengthening confidence for other project developers that they will be able to secure better returns on future projects,” the report states.
While Chile is home to some of the most competitively priced solar, El Salvador has also seen prices dramatically decline in recent years, and saw solar PV overtake other clean energy sources, such as wind.
Argentina is not far behind, and GTM Research expects that the next RenovAR auction will yield PPA prices lower than $50 per megawatt-hour. In Mexico, where there was concern solar wouldn’t be able to compete with other resources, PV prices have hit levels as low as $33 per megawatt-hour.
But low PV prices, while so far positive for solar deployment, pose a challenge to developers trying to finance low rate return projects. However, the introduction of tax reforms, partnerships with development banks and funds for renewable-specific projects, and economic recovery at a broader level is helping sustain regional renewable energy investment in 2017.
Multi-gigawatt pipelines in Chile, Mexico and Brazil
The fall in prices and a concurrent increase in demand have resulted in multi-gigawatt pipelines in Chile, Mexico and Brazil.
Despite being hit by political and economic firestorms last year, Brazil is still expected to command a top-five share of PV demand in Latin America for the near term. Brazil’s PV market added upward of 267 megawatts in PV capacity in 2016, but it will soon lose ground to its neighbors if recent economic and demand trends do not reverse, said Manan Parikh, solar analyst and author of the Latin America Playbook.
Chile is currently the leader of cumulative PV installed in Latin America, but in 2017 the country will experience a down year and cede its top standing, according to Parikh. Even though Chile has a few more projects of over 50 megawatts in the pipeline, the projects will wait to connect to an already congested grid.
Mexico has the largest contracted pipeline in the entire region, with over 4 gigawatts of solar contracted out through 2018-2019, with upcoming clean energy targets of 25 percent by 2018, 30 percent by 2021, and 35 percent by 2024.
Nearly half of Latin American PV will be installed in Mexico in 2017
There was doubt as to whether Mexico’s proposed energy transition would pan out to the benefit of solar, and whether PV would be able to compete with other energy sources like wind and natural gas. But these apprehensions were alleviated when PV emerged as the overwhelming winner in 2016 utility auctions, totaling 4.2 gigawatts of capacity at prices as low as $33 per megawatt-hour.
The country is supported on the utility-scale side by supply auctions, and distributed generation is supported by recently revised net billing and net metering regulations.
Distributed generation took almost a third of Mexico’s solar market share at close to 50 megawatts last year year. Only 0.23 percent of Mexico’s distributed generation market has been penetrated to date, against a 5 percent target, leaving room for more progress particularly if the peso is able to recover from a slump.
The country’s Energy Secretariat recently reported that more than 5,900 megawatts (AC) of PV will be installed by the end of 2019, but GTM Research’s forecasts (given in DC) for the same time period see a possibility of 16 percent more solar installed in the timeframe, with the promise of small power producers and distributed generation segments seeing significant growth outside of the auctions. The Federal Electricity Commission in Mexico continues to raise tariffs for certain residential and commercial customers, expanding the potential pool of customers.
Latin America to reach 10% of global PV demand by 2020
In light of these developments, the Latin American market is on track to grow exponentially, with a cumulative forecast of 41 gigawatts of PV demand installed between 2016 and 2021. Annual installations are on track to more than double over the same period. By the end of the decade, Latin America will represent 10 percent of global PV demand.
However, rapid growth is not guaranteed. A couple of negative influences could crank the trend in the opposite direction. Financing for low rate of return projects could remain a barrier for developers, slowing overall deployments. Currency depreciation in Mexico and Brazil could also sway the trends the other way.
GTM
Assinar:
Postagens (Atom)





