terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

MME: Governo planeja leilão de energia de reserva para setembro

O Brasil planeja realizar pelo menos um leilão de energia em setembro, a primeira oportunidade para as empresas de energia solar e eólica em mais de um ano.

Com a retomada do crescimento econômico, crescerá a demanda por energia, segundo Eduardo Azevedo, secretário de planejamento e desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia. A pior recessão econômica do país em um século diminuiu a demanda por eletricidade, gerando uma expectativa de mais de 9 gigawatts de energia excedente até 2020, diminuindo a necessidade de novos projetos.


“A sobra de energia do sistema está sendo reavaliada. Não é tão grande quanto a que foi anunciada, e há sinais disso, como o pico de consumo de energia que ocorrer esses dias”, disse Azevedo, em entrevista, em Brasília. “Podemos fazer o leilão e preservar o setor de energias renováveis do Brasil.”

As produtoras de energia eólica e solar não assinam contratos de oferta de longo prazo desde novembro de 2015. A falta de leilões ameaça deixar as fábricas de turbinas eólicas vazias e minar a nascente indústria fotovoltaica do país.

“Há espaço para novos projetos de energia, mesmo no cenário atual”, disse Rodrigo Sauaia, diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Ele disse que algumas usinas poderão entregar menos energia do que o governo prevê e que a energia renovável poderia substituir algumas caras usinas termelétricas existentes.

Leilão cancelado

O governo cancelou um leilão de energia eólica e solar em dezembro. O novo leilão planejado para setembro incluirá produtos de diferentes fontes de energia, inclusive renováveis, disse Azevedo, com entrega prevista para diferentes períodos.

“O objetivo é trazer mais previsibilidade para o investidor”, afirmou Azevedo. Ele disse que o governo terá mais os detalhes sobre a necessidade de energia e o tamanho do leilão em março. “Podemos fazer um leilão em que tenhamos juntos produtos para A-3, A-4 e A-5, por exemplo. Um leilão de prazos mais longos como A-6 e A-7 pode ser mais interessante para projetos mais desafiadores.”

O leilão é uma boa notícia para as empresas que fabricam turbinas e componentes. O Brasil precisa adicionar 1,5 gigawatt de energia eólica por ano para manter fábricas e outros fornecedores ativos, segundo Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica.

“Um novo leilão com prazos de entrega flexíveis é um alívio para os fabricantes”, disse Gannoum. “Pode não ser suficiente para atender todas as necessidades do setor, mas melhora as perspectivas.”
O governo brasileiro também está considerando reduzir impostos de insumos para energias renováveis, segundo Azevedo.

“Os equipamentos nacionais são mais caros que os importados, o que restringe a produção local das companhias”, disse ele. “Hoje paga-se menos impostos para trazer painéis solares já prontos da China do que para trazer os componentes.”

Bloomberg

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Com incentivo, estado prevê utilização de energia solar em 10 mil casas em dois anos

O Programa Goiás Solar foi lançado pelo governo estadual nesta quinta-feira (16), por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima). Com objetivo de transformar o Estado em referência nacional no consumo e geração de energia solar, a previsão do governo é de que em dois anos cerca de dez mil residências utilizem a energia solar fotovoltaica.
programa goias solar marconi “Nossa meta em dois anos é ter dez mil residências em Goiás com energia solar e mil instalações industriais ou comerciais. Na hora que as pessoas perceberem que isso é ambientalmente sustentável, que é energia limpa e vantajoso economicamente, o programa vai ter um enorme crescimento. Temos que fazer com que as pessoas tenham acesso”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Vilmar Rocha.
Questionado sobre a não utilização da energia solar em Goiás anteriormente, Vilmar Rocha disse que se deve ao fato de as pessoas não conhecerem a tecnologia, além do alto custo. “Muita gente desconhece, não sabe as vantagens, os caminhos para instalar em sua casa ou na sua indústria, seu negócio. Segundo, é o custo, que ainda é caro. Esse custo está barateando e nós também estamos lançando uma linha de financiamento”, explicou o secretário.
“Ainda tem pontos importantes para serem trabalhados. Os principais gargalos para o avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil são ainda a falta de conhecimento da população. Segundo ponto estratégico é financiamento, que ainda faltam opções para pessoa física e são poucas opções para pessoas jurídicas. E na área de tributação, os equipamentos da energia solar fotovoltaica são excessivamente carregados com carga tributária. Precisamos reduzir esse sobre custo, que vai fazer a energia mais barata, mais acessível e mais democrática”, ressaltou Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que faz parte do Programa.
Para Rodrigo Sauaia, o lançamento do Goiás Solar será um “divisor de águas” em Goiás. “O lançamento do programa é um marco para o setor solar fotovoltaico no Estado de Goiás. Com esse programa, acreditamos que teremos um aumento significativo no número de sistemas a serem instalados aqui no Estado, um engajamento maior do setor produtivo da energia solar fotovoltaica e mais oportunidade para a população de economia de energia limpa e renovável”.
De acordo com a Secima, o programa será levado a todas as regiões do Estado, com fomento de uso de energia solar em áreas urbanas e rurais. Foram programadas ações estratégicas em relação à tributação, financiamento, desburocratização, desenvolvimento da cadeira produtiva, educação e comunicação.
“Ainda tem pontos importantes para serem trabalhados. Os principais gargalos para o avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil são ainda a falta de conhecimento da população. Segundo ponto estratégico é financiamento, que ainda faltam opções para pessoa física e são poucas opções para pessoas jurídicas. E na área de tributação, os equipamentos da energia solar fotovoltaica são excessivamente carregados com carga tributária. Precisamos reduzir esse sobre custo, que vai fazer a energia mais barata, mais acessível e mais democrática”, explica o presidente da Absolar.
As principais ações são: isenção do ICMS para mini e micro geradoras, como residências, escolas, hospitais; isenção do ICMS para os insumos e equipamentos, necessários à instalação da micro e minigeração distribuída; ampliação do crédito produtivo, de R$ 50 mil para R$ 200 mil oriundos da Goiás Fomento; criação da linha de crédito FCO SOL; simplificação do licenciamento ambiental, voltado para empreendimentos de energia solar fotovoltaica; e instalação de placas de geração de energia solar em residências construídas pela Agência Goiana de Habitação (Agehab).
“Cada vez mais cresce as nossas responsabilidades no sentido de efetivamente valorizarmos as políticas voltadas à redução dos efeitos tão danosos ao meio ambiente, estufa, aquecimento global. Em Goiás e no Brasil, estamos trabalhando firmemente para buscarmos essas alternativas que possam garantir uma qualidade de vida melhor às gerações de hoje e futuras”, disse o governador Marconi Perillo (PSDB).
Fonte: Diário de Goiás

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Governo estuda dar incentivos para geração própria de energia

A mais importante dessas medidas seria autorizar as distribuidoras a pagar mais caro pela eletricidade gerada pelos próprios consumidores.
Para enfrentar a crise energética, o governo avalia conceder incentivos às mini e micro gerações feitas pelos próprios consumidores em suas residências, que podem "devolver" eletricidade à rede das distribuidoras e obter créditos nas contas de luz dos meses seguintes.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que há negociações em andamento para a adoção de estímulos para fazer o modelo finalmente deslanchar no país.
A mais importante dessas medidas seria autorizar as distribuidoras a pagar mais caro por essa eletricidade, inclusive preços acima do Valor de Referência (VR) - a média praticada nos últimos leilões de energia.
As empresas de distribuição podem adquirir até 10% da sua demanda dos próprios consumidores. "Se as empresas puderem pagar valores acima do VR, isso estimulará que mais consumidores adotem o modelo de geração própria", disse.
Outra medida em estudo é a criação de uma linha de financiamento aos equipamentos de geração caseira, como placas solares, turbinas eólicas, conversores e os leitores bidimensionais - que medem quanta energia é recebida pelo consumidor e quanta eletricidade é devolvida por ele à rede. "A energia solar tem viabilidade mais imediata, mas em fazendas, por exemplo, há espaço para outras fontes. Mas é necessário se financiar este tipo de investimento".
Além disso, o governo negocia no âmbito do Confaz - que reúne todos os secretários estaduais de Fazenda - a isenção da cobrança do ICMS sobre a devolução da energia pelos consumidores às redes das distribuidoras.
Isso porque, na avaliação de Rufino, não ocorre uma troca comercial no modelo, mas sim a geração de um crédito que é abatido na fatura do mês seguinte. "Minas Gerais já isentou o modelo de ICMS por cinco anos. Isso ajuda a incentivar a aumentar a adesão ao modelo", disse Rufino.
Shoppings
Rufino confirmou ainda a afirmação dada na semana passada pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, sobre a possibilidade de se incentivar empreendimentos maiores - como shoppings, hotéis e pequenas indústrias - a usarem seus geradores também fora da hora de ponta formal, no começo da noite, em que a tarifa de energia é mais cara.
"Como tem ocorrido uma mudança em alguns momentos da ponta de carga para o começo da tarde, a ideia seria incentivar esses empreendimentos a usarem energia própria também nesses horários" disse Rufino.
Segundo ele, o combustível usado por esses geradores pode vir a ser pago em parte pela conta de Encargos de Serviços do Sistema (ESS), que já remunera as usinas térmicas do País.

Fonte:gazetadopovo.com.br

sábado, 10 de janeiro de 2015

Solar: mais empresas estudam abrir fábricas no Brasil

Além de módulos, interessados prospectam produzir inversores e estruturas

Ao menos seis empresas estudam seguir o mesmo caminho trilhado pela SunEdison e pela Pure Energy de investir em fábricas no Brasil para produzir equipamentos para o setor solar, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Lopes Sauaia. Sem revelar o nome ou a origem das interessadas, o executivo revelou que os agentes pretendem produzir módulos, inversores e estruturas. "Estamos com boas expectativas para o setor em 2015."
Sauaia destacou a importância do governo manter uma sinalização positiva para o setor. Ele elogiou a abertura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social de financiar tanto equipamentos nacionais como importados, mesmo que sejam a taxas menos atrativas. Ele explicou que a instalação de fábricas no Brasil passa pela importação de componentes e máquinas, e que o apoio do BNDES é fundamental para viabilizar essas iniciativas.
Outro sinal importante a ser mantido é o da participação, em condições competitivas, da fonte nos leilões promovidos pelo governo. A expectativa da associação é que a solar esteja presente em um futuro leilão de reserva neste ano. "A Absolar insiste que se contrate ao menos 1.000 MW/ano em projetos, para dar uma base mínima para o desenvolvimento da cadeia produtiva."
Geração distribuída - Outro potencial caminho apontado pelo diretor da Absolar é o da geração descentralizada. Com os reajustes tarifários esperados para este ano, variando entre 20% e 30%, segundo Sauaia, a geração distribuída ganha mais competitividade. "Atualmente a geração distribuída tem 300 sistemas conectados à rede, sendo mais de 90% fotovoltaicos", disse, destacando facilidade de instalação desse tipo de geração, que não precisa de licenciamento ambiental e está quase sempre próximo ao ponto de consumo.
Além disso, existe a expectativa de que ocorra um aprimoramento da Resolução Normativa 482/12, que regulamenta a microgeração no Brasil. O tema está na agenda da Agência Nacional de Energia Elétrica deste ano. "É uma oportunidade de trazer melhorias para esse modelo, fazer com que o mercado cresça de forma mais acelerada, que hoje está muito aquém do potencial."
Por fim, ele destacou o envolvimento do Confaz e da Receita Federal em discutir a questão da tributação da geração distribuída. "Isso precisa ser discutido com bastante prioridade neste ano. É importante a retirada desse obstáculo, que tem atrapalhado o desenvolvimento do mercado."

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas 
08/01/2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O BNDES aprovou um financiamento de R$26 milhões (US$9,6 milhões) para a construção de uma fábrica de panéis solares fotovoltaicos da startup solar Pure Energy no estado do Alagoas.

Esta é a primeira aprovação de financiamento desde o anúncio das regras de conteúdo local para a indústria solar no ano passado e após o leilão de energia solar que contratou 890MW em 31 projetos solares para estarem prontos em 2017.
Pure Energy, que é controlada pelo grupo alagoano Cerutti, vem anunciando a intenção de montar uma fábrica de painéis solares desde o ano passado.
A Pure Energy, é, no entanto, a segunda a confirmar planos concretos desde o leilão. A primeira foi a americana SunEdison que planeja investir US$30 milhões em uma fábrica de módulos e uma de seguidores solares (tracking systems).
A SunEdison ainda não tem financiamento do BNDES.
O financiamento para a fábrica da Pure Energy representa 75% do investimento estimado em R$34,7 milhões.
A Pure Energy fará parceira com a Adelco – que produz microinversores – e com a Solinova – empresa de projetos em energias renováveis de São Paulo.
A fábrica contará com o desenvolvimento de uma usina solar de 1MW para suprir eletricidade e para testar diferentes tecnologias.
A Recharge noticiou no ano passado que o projeto da Pure Energy visava uma capacidade de produção de 40MW por ano em painéis.
Fonte: http://www.rechargenews.com/brasil/article1387941.ece

Associações buscam novo 'acordão' para o setor elétrico em 2015

Tendo à frente mais uma usina de incertezas, que vão de novas despesas multibilionárias até o fantasma de racionamento em 2015, associações do setor elétrico pretendem compilar propostas para um "acordão" com o governo em torno de medidas para superar a crise de energia. As sugestões vão ser formuladas, nos próximos dias, por um conjunto de 12 entidades empresariais e levadas em seguida à Casa Civil.
Em linhas gerais, a ideia é repetir duas "soluções negociadas" do passado, que ocorreram em momentos delicados. Para zerar as dívidas em cascata que desorganizavam completamente o segmento, a Lei Eliseu Rezende - assim batizada em homenagem ao então presidente da Eletrobras - promoveu um megaencontro de contas em 1993, que só foi possível graças a aporte de US$ 27 bilhões do Tesouro Nacional.
Em 2001, ano do racionamento, foi firmado o Acordo Geral do Setor Elétrico. Esse acerto normalizou as relações entre os agentes do mercado, que haviam entrado em uma série de disputas entre si, e criou uma "recomposição tarifária" paga pelos consumidores. Nos dois episódios, a volta da normalidade permitiu o engavetamento de várias ações judiciais que estavam travando o funcionamento do setor, como tem ocorrido nos últimos meses.
"A situação de hoje é mais grave. Não temos como suportar o futuro sem um novo grande acordo", diz o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), Mário Menel, lembrando que a conta da crise já ultrapassa R$ 100 bilhões desde 2012. Indenizações às empresas que aderiram ao pacote de renovação antecipada das concessões, gastos com o acionamento intensivo das usinas térmicas e a sequência de socorros financeiros às distribuidoras estão na fatura.
Menel coordena o fórum das associações do setor elétrico, composto por 12 entidades, que deverá compilar um conjunto de propostas nesta semana. Um dos pleitos será revisar imediatamente a "garantia física" das hidrelétricas. Na prática, a garantia física é uma espécie de certificado que define quantos megawatts uma usina pode efetivamente vender no mercado, com base na geração média verificada em anos anteriores. Mas esse número não é atualizado desde 2003 e há quem veja nisso uma das raízes da crise atual - as usinas têm produzido, na vida real, menos do que o previsto e abrem um "buraco" permanente na operação do sistema.
O baixo rendimento das hidrelétricas é justamente uma das hipóteses levantadas por especialistas para explicar o acelerado esvaziamento dos reservatórios nos últimos três anos. Apesar de chuvas abaixo do normal, é errado atribuir à estiagem todos os problemas do setor, segundo Luiz Augusto Barroso, diretor da consultoria PSR. "Essa história não cola. No triênio 2012-2014, choveu 88% da média de longo termo. Não foi exatamente bom, mas é apenas o 16º pior registro, em 84 anos de série histórica."
Em uma apresentação a executivos e investidores na sexta-feira, durante um encontro do setor elétrico em Mata de São João (BA) acompanhado pelo Valor, Barroso fez suas primeiras estimativas sobre as chances de racionamento em 2015. Considerando o uso pleno das térmicas e redução das vazões nos rios federais, a fim de economizar água nos reservatórios, há 19% de risco de racionamento (um déficit de pelo menos 4% da demanda). Foram analisados 1.200 cenários hidrológicos.
Uma das principais diferenças com as simulações do governo, conforme explica Barroso, é que o baixo rendimento das usinas precisa ser levado em conta. Ele só faz uma ressalva importante: "Estamos no início do período úmido e é o pior momento para fazer esse tipo de previsão." Destaca, no entanto, que em igual período do ano passado as projeções indicavam risco de apenas 6% em 2014. Ou seja, dessa vez a temporada de chuvas começa muito mais pressionada.
O consultor Edvaldo Santana, ex-diretor da Aneel, aponta a repetição de outro problema em 2015. Para ele, as usinas hidrelétricas vão ter uma nova conta de R$ 15 bilhões com o déficit na geração de energia, por causa da queda nos reservatórios. Neste ano, a fatura deve ficar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões. Quando produzem menos eletricidade do que suas obrigações contratuais, precisam recorrer ao mercado de curto prazo para repor o fornecimento. Como os preços atingiram valor recorde nos últimos meses, a conta disparou.
No ano que vem, a despesa das hidrelétricas deve ser amenizada com a redução do valor máximo do megawatt-hora no mercado de curto prazo, que a Aneel reduziu de R$ 822 para R$ 388. Mesmo assim, o déficit na geração das usinas deve corresponder a 8% de tudo o que elas deveriam produzir, segundo Santana. "Haverá uma conta de R$ 15 bilhões, que seria muito maior, se a agência não tivesse feito a mudança."
Para o ex-diretor, uma das distorções vistas atualmente no setor é que a fatura acumulada pelo déficit hídrico - nos anos de 2014 e 2015 - já supera o valor de mercado das próprias geradoras. "As perspectivas são sombrias."
Queixando-se da falta de interlocução com o Ministério de Minas e Energia, as associações buscam agora um canal direto com a Casa Civil, mas prometem virar a página das lamentações e dar sua contribuição. "Não adianta chorar o leite derramado. Todos teremos que ceder um pouco para salvar o setor", diz Menel.
O sócio do BTG Pactual e presidente do conselho da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abraceel), Oderval Duarte, reforça o apelo por mais diálogo entre governo e iniciativa privada. "Mas é fundamental reconhecer que o setor elétrico está doente", afirma.
Fonte: https://www1.fazenda.gov.br/resenhaeletronica/MostraMateria.asp?cod=1006490

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Baixo retorno em leilão de energia limita crescimento de transmissoras

 As transmissoras de energia, empresas menos castigadas pela crise hídrica que vem derrubando as finanças do setor, enfrentam uma limitação do potencial de crescimento devido às condições ruins oferecidas pelo governo nos últimos leilões, que não tiveram demanda suficiente.